{"id":1581,"date":"2026-06-02T17:10:36","date_gmt":"2026-06-02T17:10:36","guid":{"rendered":"https:\/\/institucional-admin.bee4.com.br\/blog\/?p=1581"},"modified":"2026-07-10T14:28:10","modified_gmt":"2026-07-10T14:28:10","slug":"blockchain-mitos-e-verdades-sobre-o-uso-de-dlt","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/institucional-admin.bee4.com.br\/blog\/blockchain-mitos-e-verdades-sobre-o-uso-de-dlt\/","title":{"rendered":"Desmistificando a blockchain na infraestrutura de mercado: mitos e verdades sobre o uso de DLT"},"content":{"rendered":"

Por tr\u00e1s dos termos que ganharam espa\u00e7o no mercado financeiro, h\u00e1 uma quest\u00e3o central: como aplicar novas tecnologias sem abrir m\u00e3o da seguran\u00e7a jur\u00eddica e regulat\u00f3ria\u00a0<\/span><\/p>\n

Por Paloma Sevilha, head de Infraestrutura de Mercado da BEE4<\/span><\/i><\/p>\n


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\"Desmistificando<\/p>\n

Se voc\u00ea acompanha as novidades do mercado financeiro, j\u00e1 se deparou com termos como blockchain, tokeniza\u00e7\u00e3o e <\/span>DLT<\/span><\/a> (Tecnologia de Registros Distribu\u00eddos). Para quem observa de fora, pode parecer que estamos diante de uma tecnologia que vai apagar o passado e transformar os mercados em um cen\u00e1rio de fic\u00e7\u00e3o cient\u00edfica. Mas a realidade t\u00e9cnica \u00e9 mais sutil.<\/span><\/p>\n

No dia a dia, como diretora de infraestrutura de mercado financeiro na BEE4, meu papel \u00e9 analisar essas inova\u00e7\u00f5es sob o crit\u00e9rio da regula\u00e7\u00e3o e da seguran\u00e7a jur\u00eddica. A BEE4 opera com licen\u00e7as espec\u00edficas concedidas pela Comiss\u00e3o de Valores Mobili\u00e1rios (CVM): atuamos como Deposit\u00e1ria Central de Valores Mobili\u00e1rios (regida pela Resolu\u00e7\u00e3o CVM n\u00ba 31) e tamb\u00e9m como Administradora de Mercados Organizados (regida pela Resolu\u00e7\u00e3o CVM n\u00ba 135).<\/span><\/p>\n

Para trazer clareza a esse ecossistema, preparamos o texto abaixo para analisar o uso da DLT nas Infraestruturas de Mercado Financeiro (IMFs) por meio de Mitos e Verdades, demonstrando como a tecnologia e as normas regulat\u00f3rias se unem para consolidar o desenvolvimento do mercado de capitais de forma serena e segura.<\/span><\/p>\n

Mito 1: “Com a blockchain, tudo passa a ser descentralizado e ningu\u00e9m controla nada.”<\/b><\/h2>\n

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MITO.<\/b> Este \u00e9 um equ\u00edvoco comum importado do universo das criptomoedas p\u00fablicas. A ideia de que as redes distribu\u00eddas eliminam a necessidade de uma autoridade central foi classificada pelo Banco de Compensa\u00e7\u00f5es Internacionais (BIS) como a “ilus\u00e3o da descentraliza\u00e7\u00e3o”<\/span>. O BIS demonstra que, mesmo em protocolos teoricamente aut\u00f4nomos, existe uma concentra\u00e7\u00e3o pr\u00e1tica de governan\u00e7a, seja nas m\u00e3os de quem det\u00e9m a maior quantidade de poder de voto, seja nos desenvolvedores que atualizam o sistema.<\/span><\/p>\n

Nas Infraestruturas de Mercado Financeiro (IMFs), a seguran\u00e7a e a governan\u00e7a s\u00e3o pilares obrigat\u00f3rios. Por isso, o mercado regulado n\u00e3o utiliza redes abertas e an\u00f4nimas. Em vez disso, adotam-se as chamadas redes DLT permissionadas. Isso significa que a BEE4, como IMF autorizada pela CVM<\/a>, atua como a administradora da rede permissionada da BEE4, que comp\u00f5em os sistemas de sua Central Deposit\u00e1ria<\/a>. Ou seja, n\u00f3s definimos quem pode participar, quem valida as transa\u00e7\u00f5es e quais s\u00e3o as regras de conformidade escritas nos c\u00f3digos operacionais. A tecnologia distribui o acesso \u00e0 informa\u00e7\u00e3o entre partes confi\u00e1veis, mas a responsabilidade fiduci\u00e1ria permanece centralizada e identificada perante o regulador.<\/span><\/p>\n

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Mito 2: “Valores mobili\u00e1rios tokenizados e ativos virtuais s\u00e3o a mesma coisa.”<\/b><\/h2>\n

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MITO.<\/b> Embora ambos utilizem a DLT como suporte tecnol\u00f3gico, a natureza jur\u00eddica e as normas que os governam no ordenamento nacional s\u00e3o distintas.<\/span><\/p>\n