Maturidade ESG em Empresas do Mercado Financeiro


Maturidade ESG em Empresas do Mercado Financeiro

No cenário empresarial atual, a sustentabilidade e a responsabilidade social vem ganhando cada vez mais destaque. Quando falamos em empresas com olhar para os princípios ESG, estamos nos referindo a negócios que adotam princípios comprometidos em minimizar os impactos ambientais, promover práticas sociais justas e garantir uma governança corporativa estratégica. 

Segundo um estudo realizado pela Bain em parceria com a EcoVadis, as atividades ESG estão relacionadas à maior lucratividade financeira e ao crescimento para empresas privadas. A pesquisa revela que, além de beneficiar o planeta e a sociedade, o compromisso ESG está associado a um crescimento mais forte da receita e margens EBITDA mais altas. A pesquisa completa pode ser acessada AQUI. 

 

Evolução da Maturidade ESG

 

A trajetória da maturidade ESG nas empresas pode ser observada em diferentes estágios. É comum que pequenas empresas adotem medidas para cumprir regulamentações ou atender a questões específicas de mercado. Entretanto, a verdadeira maturidade acontece quando essas práticas estão integradas à cultura corporativa e se tornam parte da estratégia de negócios. Por isso, é importante que essa preocupação esteja em pauta desde o desenvolvimento do plano de negócios. 

Enfrentar os desafios ambientais e sociais pode ser complexo, mas também abre portas para inovação e vantagem competitiva. Empresas maduras em ESG não apenas minimizam riscos relacionados à reputação, mas também atraem investidores comprometidos com causas sustentáveis. 

Quando olhamos para o mercado como um todo, é possível encontrar alguns cases de empresas maduras em ESG, como por exemplo a Unilever. A companhia tem se comprometido com metas ambientais ambiciosas, promovido programas sociais voltados para a melhoria das condições de vida em comunidades, ampliando atendimento em libras para consumidores surdos, além de possuir estrutura de governança com foco na transparência e na responsabilidade. 

Além dela, a Microsoft lançou, em 2022, estratégia de marketing baseada em ESG dividida em quatro subcategorias de iniciativas: Proteção direta ao meio ambiente; Redução da Desigualdade; Consumo e Produção responsável e Desenvolvimento humano. A companhia possui projetos como o Conecta+, para conectar pessoas dos 16 a mais de 70 anos ao emprego por meio de capacitação profissional com ensino remoto, o Microsoft Cloud for Sustainability, que ajuda organizações a acelerar seu progresso em torno da sustentabilidade, entre outras iniciativas. 

Já a Nestlé, tem trabalhado em projetos para agricultura regenerativa e impacto social no campo, além de desenvolver iniciativas para melhorar a nutrição infantil. No ano passado, a empresa anunciou que o ESG fará parte do processo seletivo da empresa para selecionar novos trainees e, entre janeiro e abril de 2024, devem receber projetos de institutos de inovação e tecnologia que desenvolvam soluções que ajudem a companhia a atingir suas metas na área de sustentabilidade. 

No Brasil, dados da nona edição do Ranking Merco Responsabilidade ESG no Brasil, apontou que as dez empresas que mais se destacaram no mercado foram Natura, Itaú, Ambev, Google, Grupo Boticário, Magazine Luiza, Bradesco, Unilever, Nestlé e Danone. 

 

Etapas da maturidade ESG

 

Existem algumas etapas da maturidade ESG que ajudam as empresas a entenderem seus níveis de progresso em relação ao tema. Cada fase contribui para o amadurecimento da empresa, resultando em uma abordagem holística e sustentável para operações corporativas. São elas: 

 

  • Elementar: É a primeira etapa, quando as empresas estão começando a observar os princípios ESG. Já existem as preocupações sobre o tema mas ainda não foram tomadas medidas para abordar essas questões.

 

  • Não integrado: Quando já há cumprimento de leis e regulamentos ESG aplicáveis, com implementação de algumas políticas e procedimentos sustentáveis, mas sem ações ativas de melhorias em seu desempenho ESG.

 

  • Gerencial: Momento em que há integração das questões ESG da companhia em suas operações e estratégias. Já há compreensão clara de seus impactos ESG e as medidas de meio ambiente, social e governança já são gerenciadas. 

 

  • Estratégico: Fase em que há liderança na inovação ESG. São empresas que estão se apropriando dos princípios como uma oportunidade de se diferenciar de seus concorrentes e criar valor para seus stakeholders.

 

  • Transformador: Última etapa, em que as companhias estão trabalhando para resolver os desafios ESG mais complexos e estão ajudando a moldar o futuro da sustentabilidade.

 

ESG na BEE4 

 

Para ajudar as PMES a já crescerem alinhadas a essas iniciativas, a BEE4 firmou uma parceria internacional com a C-MORE, ESGtech europeia que vai oferecer a medição do grau de maturidade ESG das listadas em seu mercado, sendo que nesse primeiro ano as companhias terão acesso a avaliação sem qualquer custo envolvido. Para participar é necessário responder a um questionário de 40 questões sobre a adoção de boas práticas em meio ambiente, social e governança corporativa. De volta, recebem pontuações, além de relatórios com potenciais planos de ação que podem ser implementados, de acordo com as principais estruturas internacionais de reporte ESG.

Com a parceria, a BEE4 quer ajudar o ecossistema de PMEs listadas a crescer de forma estratégica. “Os princípios de práticas ambientais, sociais e de governança de uma organização não precisam chegar na pauta só quando as empresas se tornam maiores. Nessa jornada de evolução e crescimento, acreditamos que as iniciativas ESG e as políticas de diversidade são cada vez mais urgentes e os investidores estão cada vez mais atentos a isso, principalmente os institucionais. Globalmente, novos produtos com foco em ESG estão surgindo, gestores estão lançando novos mandatos e precisamos apoiar as empresas já listadas, e as futuras que estão por vir, a se tornarem alvo desses investidores”, orienta Patricia Stille, CEO da BEE4.

As empresas que aderirem ao diagnóstico realizarão o assessment e, como primeiro passo, receberão um selo da BEE4, demonstrando a participação da empresa na avaliação ESG. A ação não é obrigatória e os resultados são privados, não sendo necessário divulgação dos mesmos. 

“O mais valioso é conhecer os pontos que podem ser aprimorados e, com isso, ter a oportunidade de desenvolver um plano de ação. Temos como objetivo, nesse momento, que as empresas participem do diagnóstico e aprendam mais sobre os temas relacionados a ESG. Além disso, vamos passar a desenvolver uma série de conteúdos sobre o tema. Queremos promover conhecimento e provocar reflexões. Temos segurança de que essa iniciativa irá corroborar com nosso propósito de transformação do mercado de capitais”, aponta Stille. 

A C-MORE compilou dados financeiros e de ESG de mais de 10 mil empresas de todo o mundo, com um histórico de 6 anos. Nos últimos 12 meses, conquistou mais de 20 clientes no mercado LATAM, sendo pouco mais de 10 deles no Brasil. Os principais setores atendidos são instituições financeiras, indústria, construção civil, consultoria/serviços e energia. 

 

Agora que você já entendeu um pouco sobre o tema ESG e sobre a importância do tema para nós, fique de olho nas oportunidades de investimento disponíveis na BEE4.